Sunday, August 28, 2005

???

é, nem sempre eu entendo isso, isso tudo ai pra baixo e o que esta nos arquivos, a proposta inicial era outra, o anacleto escrevia e eu me encarregava de deixar bacaninha, mas o anacleto, coitado, ainda esta um exilado digital, e eu to tomando conta da bagaça, acho que to fazendo o melhor que consigo, muitas coisas vem de uma intuição, um simples juntar duas coisas, um texto, e uma imagem, as vezes uma imagem a um texto.

mas sei lá....

não vou parar com o poesia, só vou tentar manter atualizado, espero que o exilio do anacleto não demore muito a acabar.....

Wednesday, August 17, 2005

roullete

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i have a problem that I cannot explain,
i have no reason why it should have been so plain,
have no questions but I sure have excuse,
i lack the reason why I should be so confused,

i know, how I feel when I'm around you,
i don't know, how I feel when I'm around you,
around you,

left a message but it ain't a bit of use,
i have the pictures, the wild might be the deuce,
today you called, you saw me, you explained,
playing the show and running down the plane,

i know, how I feel when I'm around you,
i don't know, how I feel when I'm around you,
i know, how I feel when I'm around you,
i don't know, how I feel when I'm around you,
around you, Around you, Around you...

system of a down

Tuesday, August 09, 2005

anterior

A Vida Anterior (Charles Baudelaire)

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Muito tempo habitei sob átrios colossais
Que o sol marinho em labaredas envolvia,
E cuja colunata majestosa e esguia
À noite semelhava grutas abissais.

O mar, que do alto céu a imagem devolvia,
Fundia em místicos e hieráticos rituais
As vibrações de seus acordes orquestrais
À cor do poente que nos olhos meus ardia.

Ali foi que vivi entre volúpias calmas,
Em pleno azul, ao pé das vagas, dos fulgores,
E dos escravos nus impregnados de odores,

Que a fronte me abanavam com as suas palmas,
E cujo único intento era o de aprofundar
O oculto mas que me fazia definhar.

Thursday, August 04, 2005

superhomem

um dia - vivi a ilusão de que ser homem bastaria - que o mundo masculino tudo me daria - do que eu quisesse ter - que nada - minha porção mulher, que até então se resguardara - é a porção melhor que trago em mim agora - é que me faz viver - quem dera - pudesse todo homem compreender, oh, mãe, quem dera - ser o verão o apogeu da primavera - e só por ela ser - quem sabe - o superhomem venha nos restituir a glória - mudando como um deus o curso da história - por causa da mulher

Gilberto Gil - 1979

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